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CORONEL NEPER ALENCAR – Blog do Coronel Roberto
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CORONEL NEPER ALENCAR

CORONEL NEPER ALENCAR

O centenário de nascimento do coronel Neper da Silveira Alencar aproxima-se, acontecerá em junho, dentro seis meses. Acabo de me envolver numa 
homenagem que o Museu Tiradentes no Palacete Provincial organiza para relembrar o saudoso amigo e chefe. Para isso, reescrevi um surrado texto já aqui postado (29 agosto 2011).

Neper da Silveira Alencar, coronel da Polícia Militar do Amazonas, nasceu em Manaus a 6 de junho de 1918 e aqui morreu em 7 de março de 1994, estando sepultado no cemitério de São João Batista. Era filho do professor Abílio de Barros Alencar, “cuja inclinação deste era pelo magistério, ensinando matemática”, e de Judith da Silveira Alencar. Após concluir o ensino médio em Manaus, frequentou com êxito o curso de infantaria do Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR), em Belém (PA), no ano de 1940.


De regresso a capital amazonense, ingressou com o posto de 2º tenente na Polícia Militar estadual, por decreto de 30 de junho de 1941. Acredito que foi o primeiro oficial R/2 a ingressar nos quadros da PMAM. Quando no posto de tenente-coronel, assumiu o comando da corporação, sendo em 1955, nomeado chefe da Casa Militar do governador Plínio Coelho.

Retornando ao quartel da Praça da Polícia, durante o Governo Militar, e como oficial mais antigo esteve secundando o comandante-geral até que, em 9 de 
junho de 1969, foi criada a chefia do Estado-Maior. Foi empossado neste cargo, 
em 9 de outubro, após sua promoção ao posto de coronel. Possui o mérito de ter sido o primeiro coronel na ativa, pois, até então, este posto era privativo de oficial da reserva.

Homem de educação esmerada, distinguia-se pela fidalguia com que tratava tanto seus companheiros quanto os inúmeros amigos. Alcançou relevância na Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMESP), quando ali frequentou o Curso de Aperfeiçoamento de Oficiais (CAO), em 1972.

Igualmente desportista, esteve vinculado ao Nacional Futebol Clube e, nesta condição, prestou colaboração ao Palmeiras paulista. Agraciado com um número expressivo de condecorações, 35 no total, tanto  de entidades militares, quanto de civis, destacam-se as seguintes: Ordem dos Cavaleiros da Concórdia (Cavaleiro), do Poder Judiciário de São Paulo; Grã Cruz da Ordem do Mérito Cultural do Estado de São Paulo; Tempo de Serviço (ouro) da PMAM; Medalha Tiradentes das Polícias Militares do Amazonas, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de São Paulo; Medalha da Sociedade de Veteranos de 32 (Revolução Constitucionalista), de São Paulo; Grã Cruz do Mérito, do Exército Brasileiro. 

Deixou ampla descendência. Seu nome, por projeto do deputado José Cavalcanti (coronel da reserva), sancionado pela Assembleia Legislativa do Estado, foi consagrado como patrono da Academia de Polícia, criada na corporação e em 
pleno funcionamento.


Roberto Mendonça
Roberto Mendonça
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