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EPHIGENIO SALLES (3) – Blog do Coronel Roberto
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EPHIGENIO SALLES (3)

EPHIGENIO SALLES (3)

Parte final da ligeira autobiografia deste governador do Amazonas (1926-30), circulada sob a denominação de Ao Serviço do Amazonas, impressa em Manaus, em 1934.

NO GOVERNO DO ESTADO

Em fins de 1925, tomei passagem do Rio de Janeiro para esta capital, onde vinha assumir, como efetivamente assumi, no dia 1º de janeiro de 1926, o governo do Estado, para o qual meses antes havia sido eleito.

Não preciso dizer à gente do Amazonas o que foi o meu quadriênio, de trabalho titânico pela reconstrução da terra e pela reabitação do povo. São factos de ontem, que ainda não esqueceram na gratidão coletiva e apenas se apagaram na memória de muitos dos que deles mais diretamente beneficiaram. Quero, todavia, acentuar, e o provarei subsequentemente, que a minha principal preocupação, preocupação de um homem que não nascera no Amazonas, mas que a ele consagrara toda uma existência de amor e de luta, – foi, desde o primeiro instante, a de organizar o meu governo de modo a que pudesse reunir, como reuni em torno de mim, quer na política, quer na administração, o maior número possível de filhos do Amazonas. Assim é que, de dois amazonenses que dela participavam, passou a representação federal do Estado a constituir-se de quatro, o senador Silvério Nery e os deputados (Monteiro de Souza, Jorge de Moraes e Ajuricaba Menezes)

Também na Assembleia Legislativa, jamais tiveram assento tantos amazonenses como no período do meu quadriênio, e foram eles Srs. Antonio Bittencourt, Bento Brasil, Furtado Belém, Aprígio de Menezes, Frederico Monteiro, Júlio Nery, Gentil Bittencourt, Alexandre de Carvalho Leal, Lucano Antony, Coriolano Durand, Francisco Galvão, Costa Crespo.

Para a presidência da Intendência Municipal também foi eleito, a esse tempo, o cel. Guerreiro Antony. Como auxiliares da administração, serviram os Srs. Aristóteles Mello, secretário-geral do Estado; Ajuricaba de Menezes, Chefe de Polícia; Agnello Bittencourt, diretor-geral da instrução pública; Álvaro Maia, diretor da Imprensa Pública; Raymundo Nicolau da Silva, diretor da Secretaria-Geral; João Batista de Faria e Souza, diretor do Museu de Estatística e Numismática do Estado; Raymundo Monteiro da Costa, diretor do Campo Experimental; Antonio Vieira Junior, diretor do Serviço de Águas e Esgotos, major Joaquim Vidal Pessoa, comandante da Força Pública; tenente-coronel Sergio Rodrigues Pessoa Filho, assistente militar da Presidência; Olympio de Menezes, diretor, do Teatro Amazonas; Albertino Dias de Souza, diretor da Recebedoria de Rendas; Deodoro Freire, diretor dos Serviços Elétricos do Estado; tenente Floriano Machado, fiscal da Força Pública; Washington Mello, diretor da Secretaria da Prefeitura Municipal; Cassio Dantas, oficial de gabinete do Secretário do Estado; Armando Barbuda, subprocurador fiscal da Fazenda; Marçal Ferreira da Silva, chefe da Seção de Estatística; Virgílio Ramos, redator do Diário Oficial; Genesio Caldas, secretário da Chefatura de Polícia.

Exerceram as funções de prefeito, em diversos municípios, os seguintes amazonenses: Pericles Moraes, João Rebello Correa, Herbert de Azevedo, Militão Soares Dutra, Abílio Nery, Hildebrando Antony, Manoel Miranda Leão, Cosme Damião de Lucena Bittencourt, Jayme Brasil, Virgílio Cardoso e Alfredo Marques da Silveira. Além desses, tiveram situações outras na minha administração, os amazonenses Srs. Alberto de Aguiar Corrêa, professor da Escola Normal; Demetrio Hermes de Araújo, agrônomo do Campo Experimental; Tupinambá Nogueira, na Diretoria de Obras Públicas; Jorge de Menezes, na Diretoria de Estatística; José Menezes, na administração do Teatro Amazonas; e Manoel Severiano Nunes, como secretário das prefeituras de Canutama e Borba.

Em relação ao Poder Judiciário, tive o prazer de nomear o primeiro desembargador filho do Amazonas, Dr. Francisco de Faria e Souza, nomeando também o maior número de magistrados amazonenses, entre juízes de direito e preparadores, e foram eles os Drs. Teotônio Martins Coimbra, Teodoro Gonçalves Netto, João Rebello Correa, Genesio Cavalcante e Maximiliano da Trindade Filho.

Roberto Mendonça
Roberto Mendonça
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