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SEVERIANO PORTO – Blog do Coronel Roberto
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SEVERIANO PORTO

SEVERIANO PORTO

Na semana passada, estiveram em Manaus arquitetos do Brasil participando de evento organizado pelo professor Marcos Cereto, da Universidade Federal do Amazonas. Nele, muito se falou do venerado arquiteto Severiano Mário Porto, que marcou sua passagem por Manaus com projetos surpreendentes.

Almejando marcar esta passagem, compartilho de Severiano Porto parte de seu artigo – Arquitetura de morar na Amazônia, incluso no livro “As artes visuais na Amazônia: Reflexões sobre uma Visualidade Regional”, editado em Belém sob os auspícios da Funarte/Semec.

 

Questionar a casa, a habitação, seus elementos construtivos, a região em que se situa, as pretensões e necessidades de seus moradores é o tema principal que pretendemos enfocar. A princípio abordaremos alguns aspectos do mesmo, mais direcionados à região amazônica e ao tema geral deste evento.

Quando chegamos a Manaus, há cerca de vinte anos, chamou-nos a atenção de imediato a casa, a morada que tem como necessidade maior abrigar a família. Pessoas de condição socioeconômica média moravam em casas simples de madeira, de duas águas, de piso elevado, tábuas pintadas etc., semelhantes às do homem ribeirinho ou do interior.

Este fato nos chamou a atenção, já que viemos de um centro urbano maior, onde o problema da casa vem sempre acompanhado das necessidades de ser duradoura, permanente, a fim de que significasse o futuro garantido juntamente com a aposentadoria, estabilidade e segurança, e não simplesmente o abrigo, a morada.

SEVERIANO MARIO PORTO

Mineiro de Uberlândia (MG), formou-se em 54 em Arquitetura pela FNA da então Universidade do Brasil, no Rio de Janeiro. No mesmo ano montou seu próprio escritório.

Desde 1965 vive em Manaus, onde atua também como professor de Arquitetura na Faculdade Tecnológica da Universidade do Amazonas. Entre 67 e 69 exerceu a função de Conselheiro Estadual de Cultura; entre 72 e 76 foi Delegado Regional do Instituto dos Arquitetos do Brasil e entre 76 e 80, presidente regional do órgão.

Sua obra arquitetônica foi premiada em 65, 67, 71, 72, 78 e 82. Este ano, na “Bienal Internacional de Arquitetura Buenos Aires 85”, recebeu o prêmio “Universidade de Buenos Aires” pela 1ª colocação, em função de seus trabalhos arquitetônicos voltados para o uso dos materiais e da mão de obra da região e para a perfeita adequação das construções ao ambiente e clima locais.

A casa não pode ser estática. O casal que começa sozinho, tem vários filhos pequenos, amanhã volta a ser só um casal. Ou recebe parentes do interior. As alterações vão se sucedendo e mostram a vantagem do domínio que ele tem sobre o processo construtivo.

“Vamos tentar sacudir um pouco do que aprendemos e nos condicionamos a usar, para ver se conseguimos atirar longe conceitos de construção, soluções e espaços inadequados, substituindo-os com criatividade, segurança e coragem, por outros adequados à região, para benefício das pessoas que aqui vivem e moram nas casas que aqui se fazem.”

Foto extraída do artigo mencionado

Do mesmo artigo, sem identificação

Roberto Mendonça
Roberto Mendonça
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